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ABCripto: bitcoin pode chegar a 10 mil dólares no curto prazo

No dia 12/5/2020, ocorreu um evento técnico chamado halving do bitcoin, que reduz pela metade a emissão de novas unidades de bitcoin. Ele ocorre a cada quatro anos.


Esse ajuste é programado a cada 210 mil blocos gerados pela rede que processa as transações com bitcoin. O halving de maio de 2020 é o terceiro e chega cercado de expectativas em relação a qual será o comportamento do preço.


O mundo foi pego de surpresa com os efeitos devastadores da desaceleração econômica provocada pela crise sanitária e pelo confinamento em massa decorrentes do novo coronavírus. Enquanto isso, investidores, especuladores e empresas participantes do mercado de criptoativos já se preparavam para o evento.


Com o halving, a diminuição de 50% da recompensa financeira para os mineradores (operadores que investem em data centers com alto poder computacional) tornará o bitcoin um ativo ainda mais escasso.


Antes da eclosão da pandemia do novo coronavírus pelo mundo, a expectativa geral era de uma forte valorização do bitcoin, na esteira das altas de 100% em 2019 e do início de ano promissor. Mas, em meados de março, o bitcoin chegou a desvalorizar 50% com venda generalizada de ativos de risco e a corrida por liquidez provocada pelo choque da COVID-19. Rapidamente o bitcoin mostrou força e recuperou o patamar dos 7 mil dólares, com os investidores já se preparando para o choque de oferta previsto para maio. “A trajetória de recuperação do preço sinaliza um maior apetite dos operadores, suficiente para buscar novamente os 10 mil dólares nas próximas semanas”, declara Safiri Felix, diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).


Para Felix, o potencial de valorização do bitcoin segue inabalado. “Em um contexto onde os Bancos Centrais ao redor do mundo já estão usando todo seu arsenal de medidas para injetar liquidez e acalmar os mercados, é fundamental buscar diversificação em ativos anticíclicos, tornando vital a busca por exposição em instrumentos cuja oferta não se altera com influência do afrouxamento monetário”.

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